Laura Marques itukôa ra eyekoûti
Salim Sebastião itukôa emó’u
Eyékoxoti: Enepora ítuke ngóvernuna Mbarâsil, inuxínoati ra COP30, anêko ixómoyea koúsokinova kahá’ayea énoti peresésana kopénoti xokóyo ra COP30 apêtimo yaye pítivokonake Mbelém Mbarâsiuke. Kuxókono itóponea mopo’âti mili peresénsanahiko kopénoti yara kóhea nóvenburu ápepemo ra COP30. Anéye ra íhaxeokoneke ra kopénotihiko koéhati “Koyónoti oméxokovotihiko apêti yara kúveu poké’e”, íhaxeake secretário-geral ítuke ONU, koéhati António Guterres - 09 na agosto ikóyuixeokono itúkeovo kaxena heú koeti kó’iyeovoku kopénoti apêti yara kúveu meûm. Anéye ra minístarana Povo Indígenas ítuke Brasil koéhati Sonia Guajajara, pahúkoa ra emó’u xoko inuxínoti COP30 itúkeovo koati yupihovó kó’iyea kopénoti yara COP30
Sonia Guajajara: koyuhoâti koúsokeovonehiko, motovâti ápeyea énoti kopénoti yara COP30 ke. Koyúhoamaka kúxea unátiyea ra ho’unévoti, koáne mbiu mbiu kó’iyea pôreu, énomone kúxo ûti kôe ra yûho.
Eyékoxoti: xokóyo ra mopo’âti mîli apêtimo kopénoti yara COP30, poéhamo mîli yonoti xoko iháxoneti Zona Azul, xokóyo ra óvokumo xúnati negociações ítukevo nações Unidas. Nha’a enepora pi’ati mili haramo óvohiko koyúhokexea xapákuke iháxoneti Zona Verde, óvohikoku heú koeti xanéhiko. Hána’iti kúxone ra inuxínoti COP30 anú’ukeovo énoti kopénoti yaneko pihotíne COp21 a Paris ke, koánemaka yaneko COP28 ke, vo’oku 350 koe kopénoti yanekoyo. Usóne óvohukoku ra kopénoti yara COP30 ke, haramo ípuxovohiko ya Universidade Federal do Pará yaye Belém ke, motovâti itúkeovo óvohiko ra kopénoti, ká’ayemo koéha “ Aldeia COP”, kôe yûho ra ministara Sonia Guajajara.
Sônia Guajajara: uhá koeti ovâtimo yara Zona Azul, aínovohiko pahúkoti kopénoti enepone itúkoti curso xoko Kuntari Katu, ihíkaxovati ra yuhôtihiko xokóyo ra itukéti. Énomonemakamo óvo ra Ministério dos Povos Indígenas,kaha’íneatihiko líderes indígenas íhikau ministério éyekoxea ra ho’unévoti apêtimo yara COP30. Yane anéye ra iháxoneti Zona Verde , ho’úxovokumo heú koeti kó’iyeovoku kopénoti ya herumó koeti meûm énomonemo koyuhókexo xokóyo ra óvokumo agenda ítuke ministério.
Eyékoxoti: Yûho ra ministara, uhá koeti povos originários anêkomo koati xúnatihiko yûho yara COP30, énomone ra kahápea ra poké’exa kopénotihiko, vo’oku énomonemo vokópea ra koêkune ra kúveu meûm, ápepea ra poké’e vo’okuke ûti koeti yûho ra ministara.
Brasil prepara maior presença indígena da história nas COPs
Brasil quer recorde de 3 mil indígenas na COP30, celebrando-os como “guardiões da biodiversidade” neste 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Ouça a reportagem e saiba mais.
Reportagem: Laura Marques /COP30
Locução: Salim Sebastião
Repórter: O governo brasileiro, que preside a COP30, articula ações para garantir que a conferência em Belém tenha a maior participação indígena da história. A meta é que três mil integrantes de povos originários estejam presentes no evento em novembro. Estes grupos - chamados de “guardiões da biodiversidade” pelo secretário-geral da ONU, António Guterres - são celebrados neste 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. A ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sônia Guajajara, afirmou que a presidência brasileira na COP30 se prepara para viabilizar o recorde de participação dessa população.
Sônia Guajajara: Estamos nos preparando para ter a maior e melhor participação indígena na COP30. Estamos muito confiantes, otimistas, articulando para que a gente tenha, não só a maior delegação em quantidade, mas também em qualidade na participação.
Repórter: Do total de três mil indígenas esperados na COP30, mil devem participar na Zona Azul, onde acontecem as negociações oficiais das Nações Unidas sobre mudança do clima. Os outros dois mil indígenas devem integrar os debates na Zona Verde, onde ficam os observadores da sociedade civil. A meta da presidência brasileira é quebrar o recorde anterior registrado em Paris, na COP21, e em Dubai, na COP28, com presença de 350 indígenas em cada conferência. O espaço reservado na Universidade Federal do Pará, em Belém, para receber os três mil indígenas será chamado de “Aldeia COP”, como destaca a ministra Sônia Guajajara.
Sônia Guajajara: Tem a participação na Zona Azul, que é o espaço oficial, com a representação dos indígenas que estão no processo de formação, com o curso Kuntari Katu, líderes indígenas na política global, que estarão acompanhando toda a discussão por tema. Temos também a nossa representação do Ministério dos Povos Indígenas e as lideranças que estão sendo preparadas por meio da etapa do ciclo CoParente, que aconteceu em todas as regiões do Brasil para estarem participando ali também nos eventos paralelos e nas mesas oficiais. E aí temos a Zona Verde, que é onde nós esperamos a maior representação indígena de todo o Brasil e também do mundo, com várias agendas que estão sendo ali pautadas por nós. E ainda a representação indígena na Cúpula dos Povos, onde estarão as representações dos movimentos sociais.
Repórter: De acordo com a ministra, os povos originários do mundo têm uma pauta em comum na COP30: a defesa do direito ao território como forma de combater a mudança do clima.